Um tribunal egípcio ordenou nesta quinta-feira a libertação de dois jornalistas do canal Al-Jazeera presos no país por um suposto apoio à Irmandade Muçulmana, movimento considerado ilegal no Egito.

O tribunal ordenou, em um novo julgamento, a colocação em liberdade do jornalista canadense Mohamed Fahmy, em troca de uma fiança de 250.000 libras egípcias (32.980 dólares), enquanto seu colega egípcio Baher Mohamed foi libertado.

A próxima audiência acontecerá em 23 de fevereiro, informou o tribunal.

A decisão foi anunciada duas semanas depois da expulsão do australiano Peter Greste. O jornalista da mesma emissora foi condenado ao lado dos dois colegas, mas abandonou o país no dia 1 de fevereiro após um decreto presidencial.

A Al-Jazeera celebrou a libertação dos dois jornalistas.

“Estamos todos muito agradecidos. É um grande dia para nós e esperamos o arquivamento do caso”, declarou à AFP Hether Allan, diretor da Al-Jazeera English.

No primeiro julgamento em junho, Fahmy e Greste foram condenados a sete anos de prisão e Baher Mohamed a 10 anos, mas o tribunal de cassação anulou as sentenças em janeiro e ordenou um novo julgamento. O caso provocou uma grande indignação na comunidade internacional.