Depois de absorver o Ministério da Pesca, a pasta da Agricultura,  comandada por Kátia Abreu, começa a organizar a casa. Determinou, nesta  terça-feira, 20, uma operação pente-fino na estrutura que recebeu de  Helder Barbalho. Entre outras medidas, foi criado um grupo de trabalho  para corrigir problemas encontrados pela Controladoria-Geral da União  (CGU). Além disso, Kátia Abreu cortou em 70% os cargos comissionados do  antigo ministério. A nova Secretaria da Pesca contará apenas com três  diretorias. “Será suficiente para trabalhar”, disse a ministra pelo  twitter. Ela está no México, em viagem oficial.

A prisão  de Clemerson José Pinheiro, ex-secretário-executivo de Helder Barbalho,  apressou a reorganização do ministério. Ele foi detido na semana passada  depois de a Polícia Federal revelar um esquema de propinas para  obtenção de licenças ilegais de pesca que variavam de R$ 4 mil a R$ 100  mil. Diante do escândalo, Kátia Abreu trocou praticamente quase toda a  equipe que veio do Ministério da Pesca. O Diário Oficial da União dos  últimos dias trouxe centenas de dispensas.

Com as  mudanças, os secretários do Ministério da Agricultura passaram a  acumular funções. André Nassar, secretário de Política Agrícola, foi  nomeado hoje para a Secretaria de Monitoramento e Controle da Pesca e  Aquicultura. Décio Coutinho, secretário de Defesa Agropecuária acumulará  a Secretaria de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura; Tânia Mara  Garib, da Integração e Mobilidade Social, também ocupará a secretaria de  Planejamento e Ordenamento. Caio Rocha, o secretário do Produtor Rural e  Cooperativismo, será também secretário de Infraestrutura e Fomento da  Pesca e Aquicultura.

A ministra disse que pretende  investir no segmento. “Vamos investir em aquicultura para aumentar nossa  produção. Vamos fazer a identificação geográfica do peixe da Amazônia.  Selo que renderá frutos”, afirmou. Kátia Abreu acrescentou que parte da  infraestrutura do antigo ministério, como o mobiliário, já tem  destinação. Ele vai para o Centro da Embrapa de Aquicultura e Pesca no  Tocantins, prédio que está em fase final de construção. A ministra  ponderou que essa medida vai gerar economia. “Lá teremos estrutura  fantástica, com laboratórios de última geração. O mobiliário será todo  transferido do ex-Ministério da Pesca. Tudo novinho”, disse.