16/02/2005 - 8:00
Receita da fabricante de produtos odontológicos KaVo para se tornar a maior de seu setor no Brasil em apenas 24 meses: ?Caia na boca do povo?. Filial de uma multinacional alemã de US$ 7 bilhões ao ano, a empresa passou as últimas quatro décadas no País seguindo tendências européias de equipamentos elitistas. Bastou descer do salto, focar em produtos mais acessíveis e pronto ? ela chegou à liderança do mercado e aumentou sua produção em 20%. ?A marca KaVo sempre foi forte no meio odontológico por causa da qualidade dos componentes. O problema era que o reconhecimento do consumidor não se traduzia em compra?, diz Luciano Reis, presidente da companhia no Brasil, que faturou R$ US$ 35 milhões em 2004.
Conquistar dentistas de todas as classes exigiu uma renovação dos produtos e uma ?extração? dos excessos. Reis enxugou a linha de instrumentos (pinças, brocas) de 18 plataformas para 8, e a de equipamentos (cadeiras, cuspidores) de 12 plataformas para dois modelos básicos. ?Com a simplificação, pulamos de uma produção de 1,8 mil equipamentos em 2003 para 9 mil no ano passado?, comemora o executivo. A participação de mercado também aumentou, de 14% para 43%.
A ?popularização? também levou a KaVo a conquistar o cliente que mais tem dentes para tratar: o governo federal. A empresa ganhou uma licitação para produzir mil conjuntos de cadeiras e mil kits de instrumentos para o Ministério da Saúde, que, por meio do Programa Brasil Sorridente, está tratando os mais de 40 milhões de brasileiros com problemas dentários. O próximo plano de Reis é levar o KaVo do Brasil a ser a primeira subsidiária a entrar no mercado hospitalar, produzindo camas e instrumentos.