04/03/2026 - 13:17
Após adiar por tempo indeterminado o início de sua operação no Rio de Janeiro, a Keeta promoveu uma demissão em massa de funcionários na capital carioca nesta quarta-feira, 4. A informação foi relatada à IstoÉ Dinheiro por uma das pessoas demitidas e confirmada pela própria empresa.
+Keeta adia estreia no RJ para travar batalha judicial contra iFood e 99Food
+Mulheres enfrentam maior risco de demissões com avanço da IA no Reino Unido
Segundo uma fonte, que preferiu não ser identificada, cerca de 200 funcionários receberam mensagem na terça-feira, 3, para que comparecessem a dois hotéis no centro e na zona sul da cidade. Muitos já esperavam cortes desde o anúncio do adiamento das operações, feito através da imprensa na semana passada. Em salas com grande quantidade de pessoas, funcionários do departamento de recursos humanos comunicaram a demissão coletiva.
A Keeta confirma as demissões, porém não informa o número exato. Declara que o motivo foi a decisão de “adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável”. A companhia afirma que os 1.200 postos de trabalho atuais serão mantidos.
“A Keeta reitera que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações. Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições”, acrescentou.
Pessoa demitida reclama de condições de trabalho
A fonte relata à IstoÉ Dinheiro que as demissões teriam se concentrado na equipe comercial, formada há cerca de 10 meses com o objetivo de atrair restaurantes para a plataforma. As equipes desempenhavam trabalho ativo nas ruas. A pessoa se queixa de que o setor trabalhava horas extras sem controle de ponto, não contava com material corporativo como celulares e era exposto a condições de periculosidade ao adentrar em comunidades.
Ainda segundo o relato, a Keeta estaria enfrentando outros obstáculos além dos contratos de exclusividade para entrar no Rio de Janeiro. A dinâmica da cidade, com áreas fechadas pelo crime organizado, seria uma dificuldade adicional. Assim, cerca de 30 pessoas do departamento comercial teriam sido mantidos para trabalhar em um lançamento focado em regiões nobres da zona sul da cidade nos próximos meses.
Veja a nota da Keeta na íntegra
A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.
A Keeta vai manter todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos. A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.
