10/04/2026 - 9:03
Em era de celular, o televisor ensaiou ficar de lado. A visualização diária de conteúdo por meio de aparelhos de TV mundo afora, seja para assistir à TV linear ou conectada, chegou a cair de 61% de participação no início de 2017 para 48% ao final de 2024. Enquanto isso, a visualização por meio de celulares quase dobrou no mesmo período, de 11% a 21%. O retrato da consultoria britânica Ampere Analysis indicou que, pela primeira vez, o aparelho de TV deixou de representar a maioria absoluta do tempo de tela dos usuários. Contudo, o investimento das fabricantes em Smart TVs cada vez mais conectadas (e com melhor definição em telas gigantes) mudou o jogo rapidamente. A indústria, formada por gigantes coreanas como Samsung e LG, as chinesas TCL e Hisense, e a norte-americana Vizio, do Walmart, se reconfigurou – e a visualização na telona parou de cair.
Mais do que uma disputa entre dispositivos, o que se vive no mundo, e no Brasil, é uma era de complementaridade multitela gerada por mudança de hábitos. Se o celular domina a atenção constante por meio de conteúdo rápido – os Reels e vídeos do TikTok –, o televisor busca ser uma espécie de nova experiência de cinema. Não à toa, as gigantes de televisores apostam em dois caminhos para fisgar o brasileiro em ano de Copa do Mundo, quando as vendas crescem: telas bem maiores e integração com o celular e ferramentas de inteligência artificial (IA), que complementam a busca do consumidor por qualidade de imagem. Os aportes setoriais em tecnologia chegam a R$ 5 bilhões em 2026, alta de quase 10% em um ano.
Confira ainda os detalhes do novo pacote de medidas do governo federal para conter o efeito da guerra ao preço do diesel (e seu custo fiscal), as negociações entre Estados Unidos e Irã para a trégua no Oriente Médio, e o cálculo do economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, para a inflação de alimentos.
