06/02/2026 - 9:02
A OpenAI passou 2025 arrumando a casa até anunciar sua nova estrutura corporativa e, agora com os ajustes feitos, promete agitar o mercado tecnológico global nos próximos meses. Em apenas dez anos, a iniciativa que nasceu como um laboratório de pesquisas para desenvolver inteligência artificial (IA), e dona do benchmark ChatGPT, tornou-se, já na virada de ano para 2026, uma companhia bilionária com fins lucrativos ilimitados – avaliada em meio trilhão de dólares, mesmo com as dúvidas que pairam sobre sua capacidade de gerar caixa. Depois da mudança estrutural, a companhia buscará captação de recursos em um ano que promete disrupção.
Apesar dos temores de ‘bolha’ e dúvidas sobre o modelo de negócios que circundam as empresas de IA, a OpenAI, sua concorrente Anthropic (fundada por ex-participantes da OpenAI) e a SpaceX, de Elon Musk, deram, recentemente e em paralelo, os primeiros passos para abrir capital no mercado americano. São três das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo. Pode ser um ano de “listagem de monstros”, conforme o The New York Times, e quem investe espera pela potencial oitava magnífica, forma como os americanos se referem às superstars da tecnologia. As sete são Amazon, Meta, Alphabet (dona do Google), Microsoft, Apple, Nvidia e Tesla. O movimento só se atrasará se houver piora no risco geopolítico ou incertezas em relação às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
A edição traz, ainda, uma exclusiva com Alex Szapiro, líder do Softbank para o Brasil e a América Latina, os novos perrengues do caso Master e um museu brasileiro que se destaca internacionalmente: o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG).
