27/02/2026 - 8:46
O “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu um revés da Suprema Corte do país em fevereiro, tema estampado no noticiário econômico incansavelmente nos últimos dias. Mas, nem por isso, vai ficar mais fácil para o Brasil – ou para qualquer outro país que negocie com o mercado americano. Pelo contrário. O próprio governo Trump anunciou que não abandonará a estratégia de usar tarifas como instrumento para forçar acordos com os parceiros comerciais. Depois da decisão judicial, os Estados Unidos fixaram uma tarifa global de 10%, válida desde 24 de fevereiro. Ainda assim, há enorme incerteza generalizada, já que o governo americano já disse que lançará mão de seções como a 232 e a 301 da lei do país. São ferramentas mais direcionadas do que as ‘tarifas genéricas’ impostas com base na Lei de Poderes Econômicos Emergenciais (IEEPA, na sigla em inglês), estas derrubadas pela Suprema Corte, e darão poder a Trump para continuar com sua política comercial errática.
Os mais recentes acontecimentos vão reforçar o movimento de acordos bilaterais. Desde o ano passado, vários países buscam reduzir a dependência não só do mercado americano, como também da China. O Brasil, que acaba de fechar tratados de cooperação com a Coreia do Sul e Índia, é um dos maiores beneficiados com a redução da tarifa, seguido dos chineses, aponta um estudo da organização independente Global Trade Alert, com sede na Suíça e que monitora políticas de comércio internacional. A tarifa média cobrada dos brasileiros no mercado norte-americano caiu pouco mais de 13 pontos percentuais. Ademais, cerca de 35% da pauta brasileira exportadora foi beneficiada, indica a Câmara de Comércio Americana (Amcham Brasil).
A edição traz ainda como fica a estrutura acionária da Azul após a conclusão do processo de recuperação judicial, a disputa entre os CEOs da OpenAI, Sam Altman, e da Anthropic, Dario Amodei, que nem diante de chefes de Estado disfarçam a concorrência, e o novo acordo de US$ 7 bilhões proposto pela Bayer em tribunais americanos para ações movidas por produtores contra o seu herbicida Roundup.
