Ao subir no púlpito do centro de conferências onde se realiza o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o suíço André Hoffmann um dos principais executivos à frente da holding que detém o laboratório Roche, foi contundente. “Podemos dizer, com convicção, que nunca tivemos um ambiente geopolítico tão complexo desde 1945”, disse. A frase evidencia um clima que deve ocupar as salas de boa parte dos boards multinacionais da atualidade. Se as narrativas de grandes figuras do mundo político podem, muitas vezes, ser discurso de efeito que não alcança de fato a economia real, em tempos de ‘Era Trump’, contudo, esses caminhos têm se cruzado rapidamente. É inegável que os próximos meses trarão desafios estruturais palpáveis para o mundo dos negócios, afetado pelo estilo truculento do presidente norte-americano, Donald Trump.

Ao longo de 2025, tarifas em riste desde o ‘Dia da Libertação’ (em 1 de abril) – algumas posteriormente retiradas ou modificadas –, Trump moveu seus interesses junto a mais de 50 países num vai e vem célere e atordoante, conforme sua maneira de conduzir os próprios negócios. O efeito foi sentido. Para 43% de 800 executivos espalhados pelo globo, consultados em uma pesquisa encomendada à McKinsey pela equipe do Fórum Econômico Mundial, as condições gerais para fazer negócios mundo afora pioraram em 2025. Houve deterioração acentuada em comércio, inovação e tecnologia. Mais do que nunca, executivos debatem estratégias para lidar com o horizonte desafiador.

A edição traz ainda os efeitos da liquidação extrajudicial para os clientes do Will Bank, do conglomerado do Master; quando (e quem vai operar) os “carros voadores”, que chegam à capital paulista em 2027; além de como funciona a polêmica Lei Rouanet – que não financia longas-metragens como ‘O Agente Secreto’, premiado no Globo de Ouro e com quatro indicações ao Oscar.

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