03/04/2026 - 9:05
O novo comandante do Ministério da Fazenda, o advogado Dario Durigan, é discreto. Apesar da aversão ao exibicionismo, contudo, é conhecido nos bastidores do universo econômico por sua eficiência. A postura ortodoxa do novo chefe da Fazenda agrada ao mercado financeiro – mas os próximos meses serão uma dura prova para a sua capacidade de articulação. Por um lado, há a pressão eleitoral do governo Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição em outubro. De outro, há a necessidade de segurar as contas do governo, com um déficit fiscal aproximado de R$ 62 bilhões por ano, em meio a um cenário internacional ameaçador.
Mal assumiu a Fazenda, Durigan recebeu um recado direto do chefe: Lula exige a garantia de que “o preço que a guerra vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias”. As duas primeiras missões do novo ministro são negociar saídas para a alta do diesel, em consequência da volatilidade do petróleo devido à guerra de Donald Trump no Oriente Médio, e para o endividamento do brasileiro, com inadimplência em nível recorde. Já na segunda semana de trabalho, ele participou de dezenas de reuniões com governadores e bancos, com o objetivo de formatar alternativas, com anúncios esperados para as próximas semanas.
A edição traz ainda uma entrevista com Dennis Herszkowicz, CEO da brasileira Totvs, que desenvolveu ferramenta de inteligência artificial (IA) focada em necessidades empresariais; os episódios em que investidores se anteciparam a grandes anúncios de Donald Trump ganhando bilhões, o que já resulta em investigações sobre insider trading; e o motivo de o chocolate continuar a preços altos se a principal matéria-prima, o cacau, tombou 80% em um ano.
