13/03/2026 - 9:22
O resultado da Petrobras em 2025 deixou os seus acionistas, entre eles o governo federal, sorrindo de orelha a orelha. Mesmo com a baixa de 14% do preço do barril do petróleo no mercado internacional, o lucro líquido da petroleira foi estupendo: R$ 110 bilhões, ou um salto de 200% em comparação ao resultado de 2024. Com o resultado do ano, a petroleira repassará pouco mais de R$ 45 bilhões em dividendos para seus sócios. Mas o cenário de 2026 tem uma temperatura diferente para a gestão da presidente Magda Chambriard, que comanda o colosso petrolífero avaliado em US$ 112 bilhões. Nos próximos meses, a executiva deve enfrentar o maior desafio no cargo, o que inclui uma crise internacional se formando no horizonte e pressões políticas no cenário interno.
Por mais planos estratégicos que existam na gaveta, considerados distintos cenários de projeções, o mundo vive um momento atípico. Nunca houve ruptura como a atual no mercado de petróleo, gerada pela guerra no Oriente Médio. O preço dos combustíveis é um componente importante para o cálculo da inflação e não interessa de forma alguma ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva desagradar seus potenciais eleitores com um cenário econômico adverso. Sobretudo quando pesquisas recentes evidenciam um empate técnico entre Lula e o pré-candidato Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno na corrida pela presidência da República. As medidas recém-anunciadas pelo governo federal nesta quinta-feira, 11, relacionadas aos combustíveis dão tempo, mas não anulam a pressão sobre a companhia.
A edição traz ainda anúncio de recuperações extrajudiciais da Raízen, um negócio conjunto entre Shell e Cosan, e do Grupo Pão de Açúcar, além dos próximos passos de Fernando Haddad, que deixa a Fazenda para concorrer ao governo paulista mesmo a contragosto, fato confirmado à IstoÉ.
