O Carnaval é, tradicionalmente, o momento estrela do verão para as vendas de bebidas – mas 2026 é um ano estratégico. As gigantes que dominam o mercado brasileiro, a Ambev, divisão brasileira da belgo-americana AB Inbev, e a holandesa Heineken têm tropeçado na avenida diante da redução do volume de vendas não só no Brasil, importante para ambas, mas em diferentes mercados mundo afora. Diante da fotografia exposta nesta semana em seus balanços financeiros globais, divulgados pelas duas companhias, o plano escolhido para alavancar as vendas e, mais que tudo, conquistar paladares para os próximos meses diante da transformação recente que ocorreu em um dos principais eventos do ano, pode significar muito no próximo resultado.

Em pouco mais de uma década o Carnaval se transformou. As gigantes setoriais têm precisado diversificar o gingado tal e qual as mais competentes rainhas de escolas de samba para se destacarem. É que a briga pela atenção (e sede) do animado folião ganhou muitos contornos: não só a mudança de hábito leva à necessidade de diversificação para desenvolver tipos de cervejas diferentes, como os canais para encontrá-lo ganham cada vez mais volume à medida que a criatividade e a energia do brasileiro vão tomando conta da festa. O número de blocos de rua em capitais saiu de algumas dezenas para centenas em apenas uma década. Entre as marcas, Skol e Brahma, da Ambev, e Amstel, da Heineken, são as patrocinadoras de eventos com estratégias distintas em pelo menos sete estados brasileiros.

A edição traz, ainda, a remodelação do negócio da chinesa Shein no Brasil, a resposta de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, a questionamentos petistas sobre a meta de inflação e o financiamento que a mineradora brasileira Serra Verde obteve junto ao governo norte-americano para seu negócio de terras raras, um dos temas .

Confira a edição desta semana