01/05/2026 - 8:50
A pouco mais de 150 dias para o próximo pleito, o Palácio do Planalto vive um momento de intensa movimentação. Atento ao termômetro da opinião pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acelerou a montagem de um complexo quebra-cabeças visando a reeleição em 2026. Mais do que peça de uma estratégia eleitoral momentânea, a economia (mais especificamente o alívio do estrangulamento financeiro das famílias) é um dos pilares de sustentação de seu projeto de governo para os próximos anos. Com uma desaprovação batendo na casa dos 52%, segundo levantamentos da Genial/Quaest de abril, e o mau humor persistente na classe média, o governo petista entende que a chave para a sobrevivência política é aliviar o peso do cotidiano para o bolso do brasileiro.
Desse modo, o governo federal decidiu usar todas as ferramentas disponíveis no orçamento (e na regulação) para tentar reverter o desgosto do eleitorado. Aguardada com ansiedade está uma nova etapa do Desenrola, cuja primeira versão foi lançada ao final de 2023, o primeiro ano de governo Lula. Mais: o controle sobre a epidemia de apostas, sobre os juros cobrados em crédito consignado privado, a expansão do crédito habitacional, ações para o impacto dos combustíveis, a redução da escala 6×1, além de incentivos bilionários às exportações são focos do Executivo federal na tentativa de costurar uma rede de proteção que o reconecte com a maioria da população.
A edição traz ainda os destaques do Salão de Automóvel de Pequim, como a guerra no Oriente Médio ameaça o lucro das grandes marcas em bens de consumo e o bloqueio chinês aos planos de inteligência artificial da Meta.
