30/01/2026 - 9:12
As peripécias e políticas erráticas do presidente Donald Trump mundo afora acertaram o dólar em cheio nos últimos meses. O efeito, entretanto, atingiu um estágio agudo em meio às confusões envolvendo a Venezuela, a Groenlândia e às ações execráveis da polícia de imigração nos Estados Unidos. Até então, a estratégia de derrubar o dólar em relação a outras moedas importantes do mundo poderia ser vista como um movimento deliberado para aumentar a competitividade das exportações americanas no mercado internacional. Sob esse aspecto, seria uma medida saudável ao constituir um pilar para a reindustrialização. Com o movimento dos últimos dias, a perda de valor da moeda tem incomodado boa parte dos americanos – e a volatilidade afeta o ambiente econômico mundo afora.
Tal baque gera um impacto atípico para tomada de decisões, incluindo o Brasil, não só em investimentos, mas para tocar os negócios – levando à necessidade de desenvolver estratégias para lidar com o mundo em caos constante. O efeito das novas encrencas do americano sobre o valor do dólar, antes mesmo de encerrado o primeiro mês de 2026, já é consideravelmente forte. A moeda americana chegou a recuar para o menor patamar em quatro anos nesta semana em um índice que mede o desempenho do dólar diante de seis das moedas mais valiosas globalmente. Sobre o real brasileiro há impacto notável. A queda de aproximados 5,5% somente no acumulado de janeiro é quase metade da desvalorização observada no ano todo de 2025. A moeda fechou cotada a R$ 5,19 nesta quinta-feira.
A edição traz ainda os movimentos da JBS para competir com a MBRF no Oriente Médio, o que as marcas esportivas estão fazendo para aumentar a conexão com o público que gosta de correr nas ruas, eventos que cresceram 85% só no ano passado, e os planos para a construção do primeiro ‘hospital inteligente’ do Brasil.
