26/12/2025 - 9:30
O ano de 2025 foi turbulento. Entre os surtos de consumo marcados por Labubus e outros modismos, dentro das fronteiras brasileiras, os olhos de agentes econômicos ficaram atentos à eficácia dos efeitos da política monetária do Banco Central (BC) para os indicadores de inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e emprego. Se por um lado o BC segurou a alta inflacionária ao elevar a taxa básica de juros Selic a 15% em junho – o maior patamar em vinte anos –, por outro houve (e ainda há) resiliência no mercado de trabalho. O desemprego fixou-se em um patamar historicamente baixo para o país em outubro, a 5,4%. Já a atividade econômica desacelerou em comparação a 2024, e deve crescer pouco mais de 2% ao final deste ano. Apesar das tensões do ambiente, é um pouso suave, disseram economistas. A inflação, por sua vez, surpreendeu. Embora ainda esteja distante do centro da meta de 3%, chegou a 4,46%. É menor do que os 5% projetados em janeiro.
Todos os movimentos foram pontuados por recados públicos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que repetiu, sem cessar, a falta de necessidade do alto patamar do juro brasileiro. Os desafios no terceiro ano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva – quando, enfim, o mandatário conseguiu aprovar uma promessa trunfo de campanha em 2022 (a isenção de Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil reais mensais) – vieram acompanhados de um duro cenário geopolítico, marcado pelas peripécias comerciais do presidente norte-americano Donald Trump. Com sua lista de sobretaxas para mais de 50 países, Trump levou a cabo sua política errática, a qual foi o principal marco para a economia internacional neste ano.
Também foi um ano de concretização de grandes passos de negócios – a fusão de Marfrig e BRF, o desembarque da JBS na bolsa de Nova York, o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a maior rede pet brasileira a partir da junção entre Cobasi e Petz, e a venda de fatia da Braskem pela Novonor (ex-Odebrecht) a um fundo da IG4. Entre tantos movimentos no âmbito do universo empresarial, para citar alguns poucos, houve a parcela de organizações surpreendidas pela Polícia e Receita Federal investigadas por crimes de lavagem de dinheiro e sonegação. A gestora Reag, a refinaria Refit e o banco Master integram a lista.
Diante de altos e baixos, seja em macroeconomia ou negócios, o Brasil está na moda. Muito mais que despertar paixão por símbolos já tradicionais, como futebol e carnaval, o país conquista cada vez mais interessados por sua literatura, produções cinematográficas, música e hábitos – e subiu dez posições no ranking global de soft power, ou seja, o poder de influência de países mundo afora por meio de sua cultura e valores. Hoje o país está na 31ª posição do Global Soft Power Index.
Confira a edição desta semana e boa leitura!
