06/03/2026 - 8:43
Epicentro de conflitos, embates geopolíticos e disputas político-religiosas, o Oriente Médio mantém o resto do planeta em constante estado de tensão. Na última semana, os ataques das forças de Israel e dos Estados Unidos ao Irã funcionaram como um despejo de gasolina de alta octanagem a um braseiro gigante – e as chamas ainda ardem e têm proporções desconhecidas. O efeito imediato, com o estrangulamento do estratégico Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 25% do petróleo e gás enviados ao mundo, é o custo energético global. Ao longo da semana, economistas e especialistas setoriais buscaram organizar os fatos para mensurar as consequências do conflito aos preços do petróleo (base energética das economias), frete e seguro de navios, inflação, juros, dólar e comércio global.
O Brasil, por ora, é resiliente. Mas os desdobramentos dependem do tempo de duração do conflito. O estreito não está oficialmente fechado, mas é ameaçado pelo Irã. Com isso, o preço do petróleo, o principal reflexo imediato da eclosão da guerra, subiu 13% em um mesmo dia e o barril saiu do patamar de US$ 60 para mais que US$ 80. Contudo, economistas dizem que subiu pouco diante do contexto. Há espaço para maiores altas. Se a guerra durar um mês, avaliam especialistas, o cenário se complica muito. Por aqui, houve efeito em bolsa e câmbio – e os olhos se voltam à inflação e à política de juros às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) neste mês.
A edição traz ainda os fatos que levaram à segunda prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em uma nova etapa da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o que as montadoras estão fazendo para lidar com os prejuízos da fabricação de carros elétricos e a escalada da competição entre os aplicativos de delivery. A chinesa Keeta, inclusive, adiou os planos de expansão e vai concentrar esforços no embate jurídico com iFood e 99Food.
