O fornecimento de leite estragado a cinco escolas estaduais do Peru provocou nesta sexta-feira a intoxicação de pelo menos 48 crianças e vários professores, informaram as autoridades de Cañete, ao sul de Lima.

As crianças foram levadas ao posto médico da província com náuseas e vômitos.

“Há 48 crianças intoxicadas sendo tratadas no posto médico de Pacarán”, indicou Luisa Rivadeneyra, prefeita do distrito, a 250 km ao sul de Lima.

Além das crianças, vários professores também foram atendidos.

A prefeita explicou que o envenenamento foi devido à má qualidade do leite distribuído por um fornecedor do programa estadual Qali Warma (“Menino Forte” em quéchua), que distribui merenda gratuita para quase três milhões de estudantes em todo o país.

A ministra do Desenvolvimento e Inclusão Social, Paola Bustamante, disse que havia ordenado o atendimento médico imediato das crianças e a transferência de equipamentos necessários ao socorro para Paracán.

Percy Medina, diretor do programa Qali Warma, afirmou que está investigando a intoxicação para determinar se o que aconteceu é da responsabilidade do programa estadual.

Ele observou que o leite estragado poderia ter sido preparado por pessoas de fora do programa.

O programa Qali Warma tem sido questionado em diferentes regiões do país, após seguidas queixas de pais que disseram que seus filhos foram intoxicados por comida estragada fornecida nas escolas.

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