O líder rebelde líbio Mahmmud Jibril pediu nesta quinta-feira que os Estados Unidos reconheçam a liderança da oposição em seu país, em entrevista coletiva na véspera de ser recebido na Casa Branca pelo assessor de Segurança Nacional, Tom Donilon.

“Precisamos de reconhecimento”, disse Jibril ao ser indagado sobre a expectativa da conversa com o membro do governo de Barack Obama.

A oposição líbia, congregada no Conselho Nacional de Transição (CNT), quer que Washington reconheça essa entidade como “único interlocutor legítimo do povo líbio”, acrescentou.

Diferentemente de França, Itália e Qatar, os Estados Unidos ainda não reconhecem o CNT. Jibril disse à CNN que acredita que a Jordânia será o próximo país a reconhecer a oposição, o que deve acontecer nos próximos dias.

“Tudo o que queremos é que o mundo entenda nossa causa e nos ajude a conseguir cumprir nossos direitos legítimos”.

A visita acontece no momento em que o governo de Obama aumenta seus contatos com a oposição na Líbia, que busca derrubar o ditador Muammar Kadhafi, no poder há 40 anos.

De acordo com membros do governo americano, o objetivo do encontro é entender melhor o movimento rebelde antes de decidir sobre o alcance da ajuda dos Estados Unidos.

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