02/06/2026 - 12:15
A Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo será inaugurada parcialmente ainda neste mês de junho. O governador Tarcísio de Freitas anunciou que até o fim de junho será aberto para o público o trecho da estação João Paulo I até Perdizes.
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Isso significa que serão 6 estações no total abertas nesta primeira etapa, sendo pela ordem: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompéia e Perdizes.
“No final do ano a gente passa a operar Brasilândia até Perdizes, e no ano que vem a gente opera completo até São Joaquim [onde haverá conexão com a Linha 1-Azul]”, disse em entrevista para o programa Pânico na Jovem Pan.
Prometida há quase 18 anos, a Linha 6-Laranja, vai conectar as zonas norte, oeste e central de São Paulo.
Veja as estações da Linha-6 do Metrô

Trens sem condutor podem chegar a 90 km/h
A obra é executada pela concessionária Linha Uni, cujo acionista majoritário é a espanhola Acciona.
Com 15,3km, a Linha 6-Laranja promete reduzir a apenas 23 minutos um trajeto que hoje é feito de ônibus em cerca de 1h30. A previsão é transportar cerca de 633 mil passageiros por dia no trecho completo.
Além da conexão com a Linha 1-Azul na estação São Joaquim, haverá conexão com as linhas 7-Rubi e 8-Diamante na estação Água Branca.
A estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado, na zona norte, será a mais profunda de São Paulo, a 66 metros do chão, ultrapassando a Santa Cruz, da Linha 5-Lilás.
A Linha 6-Laranja já está em fase de testes com os novos trens. Cada composição terá seis carros e poderá transportar até 2.044 passageiros. Os trens foram projetados para operar em sistema automático, sem condutor a bordo, e poderão chegar a 90 km/h. A nova linha terá intervalo entre os trens previsto entre 75 e 90 segundos. Saiba mais aqui.

Linha 6-Laranja foi anunciada em 2008
Conhecida como Linha das Universidades, o metrô ganhou esse apelido por passar por várias instituições de ensino superior, como PUC, Faap, Mackenzie, Unip, FMU, Uninove e Centro Universitário São Camilo.
A construção foi anunciada em dezembro de 2008. Na época, a previsão era gastar cerca de R$ 2 bilhões e iniciar as obras até 2010. A licitação para construção e operação só foi concluída em novembro de 2013, com proposta única. Foi a primeira parceria público-privada (PPP) integral de metrô.
O valor da PPP já era significativamente superior ao do anúncio: R$ 9,6 bilhões, divididos entre o Estado e a concessionária – já considerando os 25 anos de operação da linha.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável por fiscalizar o contrato, afirma que o valor “é compatível com o escopo definido à época, incluindo obras civis, sistemas, material rodante e operação”.
O contrato foi assinado em dezembro de 2013. A abertura do primeiro trecho, entre a Brasilândia e a Água Branca, era prevista para 2018. Já a conclusão completa, para 2020.
As obras começaram em 2015, mas a Lava Jato mudou os planos. Todas as empresas do consórcio contratado foram alvo da operação. O grupo tentava conseguir um financiamento de longo prazo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sem sucesso devido ao envolvimento na investigação. As máquinas pararam em setembro de 2016, por falta de recursos.
Em 2017, o consórcio começou a tentar vender a concessão. O Estado chegou a anunciar a rescisão do contrato em 2018. Em novembro de 2019, antes da conclusão do processo, a empresa espanhola Acciona comprou a operação e assumiu a conclusão das obras.
A Acciona assinou o contrato de R$ 15 bilhões para construção do ramal em julho de 2020. O prazo contratual para finalização era outubro de 2025.
Com informações do Estadão Conteúdo
