O lucro líquido atribuído aos acionistas da CPFL Energia, de R$ 304,177 milhões no quarto trimestre de 2015, ficou 12% acima da média das projeções dos analistas consultados pelo Broadcast, que seria de R$ 271,4 milhões.

Porém, dentre as cinco casas consultadas (BTG Pactual, Goldman Sachs, Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander), houve quem previa até um lucro maior, já que as previsões variavam de R$ 159 milhões a R$ 522 milhões. A mediana apontava para um número de R$ 195 milhões.

Já o Ebitda de R$ 1,005 bilhão ficou em linha com a média das projeções, que apontava para R$ 1,026 bilhão.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Venda de energia

As vendas de energia da CPFL Energia realizadas por meio do segmento de distribuição totalizaram 14.504 GWh no período entre outubro e dezembro de 2015, o que corresponde a uma redução de 5,3% sobre o reportado em igual etapa de 2014.

Somente as vendas para o mercado cativo, aquele atendido diretamente pela distribuidora, recuaram 4,1%, para 10.621 GWh. Já o volume de energia fornecido aos clientes livres na área de atuação das distribuidoras, faturada por meio da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), somaram 3.883 GWh no período, o que corresponde a uma redução de 8,5%.

“Essas reduções são reflexo do cenário macroeconômico adverso, que vem resultando na queda da produção industrial, no menor volume de vendas do comércio varejista e na redução da massa de renda real”, justificou a CPFL, em seu relatório de resultados.

Somente a classe industrial, que responde por 38,9% das vendas totais do grupo, teve uma redução de 9,6% no consumo no quarto trimestre, frente igual etapa do ano anterior. Embora a CPFL tenha dito que o resultado foi comum a todas as distribuidoras do grupo, destacou o desempenho de suas maiores empresas: na CPFL Paulista o recuo foi de 9,1%, na Piratininga, de 10,2% e a RGE, de 11,3%.

Já nas classes residencial e comercial, que correspondem a 28,2% e 17,8% das vendas totais, respectivamente, a redução foi de 2% e de 2,2%.

“Esse desempenho reflete a piora no mercado de trabalho, com o aumento do desemprego e a diminuição da massa de renda real, além do aumento das tarifas de energia elétrica”, diz a CPFL. Segundo a companhia, nem mesmo as temperaturas mais altas no quarto trimestre de 2015, do que em igual etapa de 2014, foram suficientes para reverter os efeitos macroeconômicos que puxaram o desempenho dessas classes para baixo.