Após um relatório dos Estados Unidos voltar a promover acusações contra o Pix, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 2, que a plataforma brasileira de transferências instantâneas não sofrerá mudanças. “O que nós poderemos fazer é aprimorar o Pix para que cada vez mais ele possa atender a necessidade de mulheres e homens desse país”, disse.

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“Os Estados Unidos fez um relatório essa semana sobre o Pix. Ele disse que o Pix distorce o comércio internacional, porque acho que cria problema pra moeda dele. O que é importante a gente dizer, para quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil. Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse Lula.

A fala ocorreu durante um evento em Salvador (BA) no qual o presidente visitou as obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre as estações Lobato e Calçada.

Empresas de cartões dos EUA reclamam do Pix

O Relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) afirma que o Banco Central “criou, detém, opera e regula” o sistema de pagamentos instantâneos Pix. O texto levanta então preocupações de que haja tratamento preferencial à plataforma pública em detrimento de provedores estrangeiros de serviços financeiros.

Não foi a primeira vez que o governo estadunidense voltou-se contra o Pix. No ano passado, a pedido de Donald Trump, uma investigação foi aberta sobre uma suposta prática injusta com “meios de pagamentos eletrônicos criados pelo governo”.

Empresas dos Estados Unidos estão há anos insatisfeitas pelas transformações que o Pix operou no modo como os brasileiros pagam suas contas. De acordo com o estudo “Panorama E-commerce”, o Pix já aparece como a escolha de 45% dos consumidores em sua última compra online, aproximando-se rapidamente do cartão de crédito. Nas compras offline, ele já é a ferramenta preferida desde 2022.