27/03/2025 - 12:30
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os europeus “responderão com reciprocidade” às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre importações da UE. Durante coletiva de imprensa após uma reunião europeia sobre a Ucrânia, ele disse já ter alertado o líder norte-americano sobre os efeitos negativos da medida. “Já falei para o presidente Trump que as tarifas não são uma boa ideia. Elas desperdiçam nosso tempo e criam uma grande incerteza entre todo mundo”, comentou.
Macron afirmou ainda que deve conversar novamente com Trump por telefone nas próximas horas. O diálogo deve abordar tanto as tarifas quanto a situação ucraniana. “Trump pediu que a Europa gastasse mais com defesa. Fizemos isso. Para nós, as tarifas não fazem sentido”, acrescentou.
O presidente francês também ressaltou a necessidade de a Europa se preparar para um cenário em que os EUA “não estejam conosco”, embora tenha reconhecido que os americanos seguem como aliados “viáveis”.
Ucrânia
Sobre a reunião com líderes europeus para tratar da guerra na Ucrânia, Macron afirmou que “vários países fizeram compromissos militares e financeiros adicionais para a Ucrânia” e que o bloco decidiu, “por unanimidade”, manter a pressão sobre a Rússia, especialmente sem retirar sanções.
“Continuaremos a apoiar a Ucrânia e o exército ucraniano no curto prazo, e decidimos acelerar os empréstimos para a Ucrânia. Vários países fizeram compromissos militares e financeiros adicionais para a Ucrânia hoje”, declarou. “Concordamos que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer e eu encarregaremos nossos chefes de defesa de enviar uma equipe franco-britânica à Ucrânia para preparar o formato das forças armadas ucranianas no futuro”, disse, acrescentando que nem todos os membros concordaram com a presença de uma força militar no território ucraniano.
Em comunicado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçou a necessidade de um “plano único e claro” para o fim do conflito. Ele também questionou os líderes europeus sobre os próximos passos da coalizão em caso de ameaça russa e em que momento as forças europeias seriam enviadas à Ucrânia. “No início de um cessar-fogo ou apenas quando a guerra terminar completamente e houver um acordo definitivo?”, perguntou.