Tirar números da cartola sempre foi a especialidade do economista Fernando Ferreira, diretor da consultoria paranaense Global Invest. Com um completíssimo banco de dados com mais de 50 mil séries econômicas e o monitoramento do mercado de 45 países, não há demanda por índice capaz de assustar esse mago dos números. Seus relatórios são lidos por 12 mil pessoas e entre seus clientes estão bancos, corretoras e grandes empresas. Agora, mesmo estando em Curitiba, fora do principal eixo financeiro do País, Ferreira quer tirar algo maior da cartola. O objetivo da Global Invest é crescer na área de administração de recursos, na qual tem uma carteira de R$ 250 milhões. A empresa acaba de lançar no mercado dois de seus fundos de investimento, antes restritos a clientes com mais de R$ 1 milhão. Os dois fundos ? o San Marino FIF e o Mônaco FAQ ? estão disponíveis para investidores com mais de R$ 250 mil. De janeiro até o último dia 15, o San Marino acumulava uma rentabilidade de 32,9% e o Mônaco, 30,6%. O próximo passo será abrir outros três fundos ao mercado. Ferreira também quer lançar novos produtos, com aplicação inicial de R$ 50 mil. Uma concorrência direta com os bancos? Não, responde o fundador da Global Invest. ?Os bancos serão nossos parceiros na venda e na distribuição desses fundos, não concorrentes?, argumenta Ferreira.

A abertura dos fundos coincide com a expansão da Global Invest. Na próxima semana a empresa inaugura a filial de Porto Alegre. No início do ano que vem, deverá abrir um escritório em São Paulo. Com as novas filiais, a empresa promete o lançamento de novos produtos. Um deles será uma espécie de hedge simplificado, destinado a proteger pequenas e médias empresas de oscilações cambiais. ?A operação será simples como um seguro, um conceito que todo o mercado já conhece e entende?, adianta Ferreira.