Mais de 30 mil pessoas marcharam, neste sábado, pelas ruas de Tbilisi, capital da Geórgia, contra o governo e a política russa em uma região que antes pertenceu à União Soviética.

Exibindo cartazes onde era possível ler “Stop Putin” (Pare Putin) e bandeiras georgianas e ucranianas, os manifestantes desfilaram pelas principais avenidas da cidade, atendendo ao chamado do ex-presidente Mikhail Saakachvili, perseguido pela Justiça.

Saakachvili se dirigiu à multidão, através de uma mensagem de vídeo, transmitida de Kiev, enquanto manifestantes gritavam seu nome.

“Demostremos ao governo georgiano que a nação está unida diante da grave ameaça contra sua independência e seu futuro”, conclamou.

O partido de Saakachvili, Movimento Nacional Unido, acusou a coalizão no poder, Sonho Georgiano, de rejeitar o enfrentamento com a Rússia, que reconheceu a independência dos territórios georgianos da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Recentemente, a Rússia adotou novas medidas para integrar estas regiões separatistas e lhes ofereceu acordos “de aliança e integração” que reforçam profundamente seus vínculos com Moscou.

Estas decisões foram consideradas uma nova investida contra a soberania e a integridade territorial da Geórgia.

Saakachvili vive exilado nos Estados Unidos.