25/07/2014 - 10:11
As tradicionais manifestações organizadas no Irã na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã tomaram este ano uma magnitude particular depois da morte de mais de 800 palestinos em 18 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza, informou a tv estatal.
Manifestações pró-palestinas foram organizadas em mais de 700 cidades iranianas.
Na capital, vários manifestantes que marcharam aos gritos de “Morte a Israel” e “Morte aos Estados Unidos” confluíram para a Universidade de Teerã, no centro da capital, segundo imagens da tv.
O “Dia de Quds”, nome árabe para Jerusalém, é organizado todos os anos na última sexta do Ramadã no Irã em solidariedade para com os palestinos.
“O mundo islâmico deve declarar este dia, em uníssono, como o dia da ira, do ódio, da unidade e da resistência frente a Israel”, declarou o presidente do Irã, Hassan Rohani, que participou das passeatas.
“O mundo exige o fim do bloqueio de Gaza, a abertura da passagem de Rafah e o fim dos ataques contra Gaza para que as pessoas possam viver normalmente”, acrescentou.
O presidente também denunciou quem permanece em silêncio frente aos crimes do regime sionista.
O Irã, que não reconhece a existência de Israel, apoia grupos islamitas em sua luta contra o Estado hebreu.
Teerã é acusado de apoiar militar e financeiramente o movimento islamita palestino Hamas e a Jihad Islâmica.