02/03/2001 - 7:00
É de tirar o chapéu. E, se possível, aquele modelo tirolês de aba curta e fio sintético. Pois foi com esse tipo de chapéu que a Marisol começou a construir, em 1964, o maior império de vestuário infantil e uma das maiores confecções do País. Hoje, o grupo possui uma tecelagem, sete confecções, uma distribuidora na Argentina e sete mil pontos-de-venda no Brasil. E, para completar o portfólio do vestuário, comprou agora a Frasul e a Babysul, fábricas de sapato em Novo Hamburgo e Terra de Areia, no Rio Grande do Sul. Os investimentos nas fábricas vão chegar a R$ 30,4 milhões nos próximos três anos. A produção, de 8 mil pares ao dia, deve dobrar ainda este ano. Com o figurino completo, o grupo parte para o varejo. Está investindo em franquias que vendam apenas produtos de suas marcas. No ano passado, quando faturou R$ 270 milhões, a Marisol começou a traçar um plano para mudar o perfil da marca. Três lojas com o nome Lilica & Tigor, as grifes infantil e juvenil da empresa, foram abertas em shoppings de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
?O objetivo é abrir 60 lojas franqueadas até o final de 2002 em 37 cidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná?, informa Vicente Donini, 58 anos, presidente do grupo, enquanto explica os motivos de restringir, por enquanto, a franquia aos Estados do Sul do País. ?Não vamos dar uma de beija-flor?, diz, para justificar uma decisão que, segundo ele, é estratégica, de estruturar um sistema de distribuição nas proximidades da região onde o grupo nasceu e é mais forte. Para o futuro próximo, no entanto, os planos são ambiciosos. ?Até 2005 vamos ter 240 pontos-de-venda em todo o País?, proclama Donini.