A defesa do marqueteiro João Santana apresentou uma reclamação ao  Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 10, para pedir a  anulação da prisão do publicitário no âmbito da Operação Lava Jato e  para que o seu caso seja julgado pela Corte.

“O presente  procedimento não se destina a apurar delitos comuns. Muito ao revés,  trata de apurar a ocorrência de possíveis crimes eleitorais, que  envolvem, ao que tudo indica, autoridades detentoras de prerrogativa de  foro”, diz a peça protocolada pelos advogados Fábio Tofic Simantob e  Maria Jamile.

O pedido tem como objetivo tirar as  investigações contra o marqueteiro das mãos do juiz Sérgio Moro,  responsável pela Lava Jato em Curitiba.

João Santana e sua  mulher, Mônica Moura, foram presos no dia 23 de fevereiro. O inquérito  investiga supostos pagamentos de US$ 3 milhões ao marqueteiro pela  Odebrecht em paraísos fiscais. Na última década, o publicitário se  dedicou a campanhas do PT, entre elas as que levaram à vitória a  presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014.

A linha da defesa  até agora, porém, foi de que os recursos encontrados em contas no  exterior são relativos a trabalhos executados por Santana fora do  Brasil.