O governo federal convocou jornalistas na manhã desta quinta-feira, 12, para divulgar medidas que buscam mitigar os impactos da alta do petróleo no Brasil. Segundo a Agência Internacional de Energia, o mundo enfrenta a maior interrupção de fornecimento do óleo mineral na história.

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A Petrobras adota uma política de preços que evita repassar oscilações na cotação internacional para o mercado interno. Até o momento, a petroleira não promoveu reajustes. Mas os revendedores aumentaram os preços por conta própria, e o diesel S-10 subiu 7,72% nos postos do Brasil durante a primeira semana de março.

O Brasil importa entre 20% e 30% do diesel consumido no país. Segundo o diretor de Frete na Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, trata-se de fato do combustível que primeiro reage a movimentações internacionais de preço. Ainda assim, o governo federal acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que analise a alta nos preço.

Conflito no Oriente Médio e o petróleo

Após o acirramento da guerra no Oriente Médio entre Israel, Estados Unidos e Irã, o petróleo bruto Brent atingiu na segunda-feira, 9, o valor mais alto desde meados de 2022, negociado a US$ 119,50 por barril. Nesta quinta-feira, a cotação segue ao redor dos R$ 100, com valorização acima de 6%.

A alta decorre sobretudo do fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, canal por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial. Ao mesmo tempo, países como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, o equivalente a quase 10% da demanda mundial.

O presidente Donald Trump tem afirmado que a guerra estaria próxima do fim e aumentando o tom de ameaças ao Irã.

(*texto em atualização)