A gigante chinesa de delivery de comida Meituan voltou ao vermelho pela primeira vez em quase três anos, sucumbindo aos custos de uma brutal guerra de preços. A empresa sediada em Pequim informou nesta sexta-feira um prejuízo líquido de 18,63 bilhões de yuans (US$ 2,63 bilhões) no terceiro trimestre, ante lucro de 12,86 bilhões de yuans (US$ 1,8 bilhão) no mesmo período do ano anterior. A receita subiu 2,0%, para 95,49 bilhões de yuans (US$ 13,48 bilhões).

Ambos os números ficaram abaixo das expectativas. Analistas previam um prejuízo líquido de cerca de 15,68 bilhões de yuans (US$ 2,2 bilhões), com receita de 97,69 bilhões de yuans (US$ 13,79 bilhões), segundo consenso da FactSet.

“A competição de mercado permanece superaquecida”, disse a Meituan em seu relatório de resultados. A expansão internacional também pesou no lucro, afirmou a empresa. Isso levou a companhia a prever perdas operacionais contínuas no quarto trimestre tanto em seu segmento principal de comércio local quanto no negócio como um todo.

A Meituan, líder de longa data no setor de delivery na China, vem enfrentando pressão crescente de rivais como Alibaba Group e a plataforma de e-commerce JD.com. A empresa chinesa de compras e entregas tem oferecido descontos agressivos para atrair consumidores – uma medida vista como necessária para defender sua participação de mercado.

A guerra de preços atraiu a atenção de Pequim, com o principal órgão regulador de mercado da China pedindo no início deste ano para que as empresas adotem uma competição “racional”.

Analistas do Jefferies afirmaram que os prejuízos das empresas chinesas de e-commerce no segmento de quick-commerce provavelmente atingiram o pico no trimestre de setembro, sugerindo que o impacto nos lucros pode começar a moderar. O período-chave a observar é o trimestre de junho do próximo ano, já que a economia por unidade tende a melhorar após o Ano Novo Lunar no primeiro trimestre, escreveram em um relatório nesta semana. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado