17/07/2002 - 7:00
Como boa parte das crianças nascidas na segunda metade do século passado, as irmãs gêmeas americanas Mary-Kate e Ashley Olsen cresceram em frente à tevê. Há um detalhe, porém, que faz toda a diferença entre elas e o restante de sua geração, que passa horas hipnotizada na tela da televisão. Mary-Kate e Ashley viveram do lado de dentro da tevê. Aos quatro meses de vida, elas foram escolhidas para participar do programa Full House (traduzido em português como ?Três é demais?), da emissora ABC, e, hoje, aos 16 anos, são as mulheres mais poderosas da mídia americana ? deixando para trás pesos pesados como a apresentadora Oprah Winfrey e a cantora Britney Spears. Donas de um império que inclui CDs, fitas de vídeo, brinquedos, roupas, um longa-metragem e uma revista para adolescentes, as irmãs Olsen devem faturar US$ 1 bilhão este ano.
A principal razão para o sucesso delas
está na longa exposição na mídia. No melhor estilo Truman Show ? filme estrelado por Jim Carey em que ele tem sua vida filmada e transmitida ao vivo para milhões de telespectadores ?, Mary-Kate e Ashley atravessaram a infância atuando no Full House, onde faziam um único personagem, o da filha caçula do protagonista da série. O programa ficou oito anos no ar. Nesse período, elas enriqueceram como gente grande. Lançaram 40 vídeos infantis (sendo que o primeiro foi feito quando elas tinham 6 anos de idade), venderam 29 milhões de cópias de livros e 1,5 milhão de CDs. O toque de Midas das Olsen não pára por aí. Depois de estrear no cinema com o filme It takes Two, que faturou quase US$ 100 milhões, elas partem para o ramo editorial. Preparam o lançamento da revista Mary-Kate e Ashley, voltada aos adolescentes. Com 176 páginas, a revista terá uma tiragem de 250 mil exemplares, sendo que a gigante do varejo Wal-Mart deve colocar mais 100 mil exemplares em suas lojas nos EUA. As irmãs Olsen estão cuidando pessoalmente de todos os detalhes da revista, que será lançada neste semestre. Mais um exemplo do fenômeno das Olsen: aos 16 anos, elas são as diretoras de redação mais jovens da América. ![]()