O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 0,38% para 1,1% na compra de moeda estrangeira em espécie, a partir desta terça-feira (3), ainda é mais vantajoso do que outras formas de pagamento para quem vai viajar ao exterior.

Para a Associação de Consumidores  (Proteste), comprar moeda em espécie em casas de câmbio é a via mais barata. Isto porque a alíquota incidente de IOF é de 6,38% para as demais opções como cartão de débito pré-pago, cartão de crédito e traveler cheque.

Com as novas alíquotas do IOF para compra de moeda em espécie, supondo que uma família vá para os Estados Unidos e deseje comprar US$ 3 mil, levando-se em conta a cotação de R$ 3,50, antes tinha um gasto somente com o imposto de R$ 39,90. E agora desembolsará R$ 115,50, afirma a Proteste.

Mas esse desembolso com imposto subiria para R$ 669,90, caso optasse por cartão de débito pré-pago, cartão de crédito e traveler cheque.

Pesquisar sempre

Para quem vai para o exterior, a pesquisa é fundamental antes de comprar a moeda porque as cotações oscilam constantemente e, em alguns casos, várias vezes ao dia. Na compra em uma casa de câmbio, há uma maior margem de negociação da cotação em função da quantidade de dinheiro que for comprar. Mas é importante conferir se a casa é regularizada, cadastrada no Banco Central.

Para quem já tem viagem agendada para o exterior, o ideal é ir adquirindo dólar aos poucos. As cotações são diferentes para várias operações. Nas cotações cobradas pelos bancos e agências de câmbio são adicionados taxas, impostos e o ganho que eles obterão com a operação.