Os contratos futuros de metais básicos operam em alta, sustentados por anúncios de cortes na produção de grandes mineradoras globais.

A Glencore – uma das maiores traders e produtoras de commodities do mundo – informou nesta quarta-feira que fará um corte na produção de cobre maior do que o previsto anteriormente. A companhia planeja reduzir a produção em 455 mil toneladas até o fim de 2017, mais do que o volume de 400 mil toneladas anunciado antes. De acordo com analistas do Commerzbank, isso equivale a 2,2% da produção de cobre global do ano passado.

Recentemente a norte-americana Freeport-McMoRan anunciou um corte de 40 mil toneladas por ano na mina Sierrita, no Arizona (EUA), enquanto a chilena Codelco diminuiu seus planos de investimento. “Isso sugere que o mercado global de cobre vai ficar notavelmente apertado”, comentaram os analistas do Commerzbank.

O rali observado nesta manhã em outros mercados financeiros, como o de ações, também contribui positivamente para o sentimento otimista entre os metais. Por outro lado, persistentes preocupações com a desaceleração da economia da China limitam os ganhos.

Na London Metal Exchange (LME), pouco antes das 10h (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,4%, para US$ 5.183 por tonelada; o alumínio avançava 0,5%, para US$ 1.513 por tonelada; o zinco ganhava 0,1%, para US$ 1.701 por tonelada; o chumbo tinha alta de 0,4%, para US$ 1.700,50 por tonelada; e o estanho apresentava +0,5%, para US$ 14.825 por tonelada. Já o níquel caía 0,5%, para US$ 9.945 por tonelada.

Na Comex, o cobre para dezembro subia 0,62%, para US$ 2,3450 por libra-peso, às 10h08. Fonte: Dow Jones Newswires.