Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta nesta manhã, em meio à fraqueza do dólar ante outras moedas depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) indicar que vai elevar juros de forma mais lenta.

Por volta das 7h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 1,3%, a US$ 5.057,00 por tonelada, operando perto do maior nível em quase 4 meses e meio. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio tinha alta ainda mais expressiva, de 2,64%, a US$ 2,2930 por libra-peso, às 8h38 (de Brasília).

Ontem, o Fed decidiu manter suas taxas de juros inalteradas e previu que as elevará apenas duas vezes este ano, após o aumento inicial anunciado em dezembro. Anteriormente, o BC norte-americano projetava quatro elevações de juros em 2016.

A postura dovish (favorável a estímulos) do Fed estimulou o apetite por ativos mais arriscados, como metais e petróleo, e pressionou o dólar em relação a outras divisas.

O avanço do petróleo também favorece o cobre e outros metais. Muitos investidores negociam cobre como parte de carteiras mais amplas, nas quais o petróleo tem peso significativo.

Os preços dos metais também são sustentados por uma avaliação do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, de que o país tem condições de resistir pressões de baixa e atingir suas metas econômicas. A China é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais básicos.

Entre outros metais na LME, o alumínio subia 0,6%, a US$ 1.534,00 por tonelada, enquanto o zinco ganhava 2%, a US$ 1.808,00 por tonelada, o chumbo tinha alta de 1,2%, a US$ 1.816,00 por tonelada, e o estanho, de 0,8%, a US$ 16.840,00 por tonelada. O níquel era a única exceção, com leve queda de 0,2%, a US$ 8.660,00 por tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.