29/08/2025 - 19:27
Os trabalhadores metalúrgicos de empresas ligadas ao setor ferroviário e de metais ferrosos e não ferrosos do ABC, no Estado de São Paulo, aprovaram reajuste real de 1,2% a 1,4%, mas podem declarar greve em outros setores a partir da próxima semana caso demais segmentos industriais na região não apresentem propostas que tenham por base o índice de 6,4% aprovado na véspera.
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Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, um dos maiores polos industriais do país, 10 setores não apresentaram propostas de reajuste salarial, incluindo estamparia de metais, refrigeração, fundição, máquinas e químico e farmacêutico.
A proposta aprovada, que inclui renovação de cláusulas sociais até 2026, foi negociada com os sindicatos patronais Simefre, Siamfesp e Sinafer.
A proposta econômica aprovada na véspera inclui a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de aumento real. A data-base da categoria é 1º de setembro.
“Aos patrões que não se manifestarem e não chegarem a essa proposta aprovada aqui, o aviso de greve estará protocolado na segunda-feira cedinho”, disse o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, em comunicado à imprensa.
Segundo a entidade, os avisos de greve serão apresentados pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT), que representa 13 sindicatos no Estado de São Paulo, incluindo os metalúrgicos do ABC.
Ao todo, a base da FEM/CUT reúne cerca de 240 mil metalúrgicos. No caso dos metalúrgicos do ABC, a campanha envolve 52 mil trabalhadores. Outros 21 mil são metalúrgicos em montadoras, que possuem negociações à parte, disse a entidade.
Em meados de junho, os trabalhadores da fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, na região do ABC, aprovaram em assembleia reajuste salarial de 7%, incluindo 1,6% de aumento real.