A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou um procedimento para apurar se a CazéTV cometeu irregularidade ao divulgar apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets, em suas transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2026.

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Em nota, o ministério informou que a investigação foi instaurada após a análise de vídeos nos quais a plataforma digital de transmissões esportivas promovia empresas de apostas durante as partidas do torneio da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa).

Neste primeiro momento, a Senacon vai analisar se a CazéTV respeitou as normas de publicidade responsável, que exigem que as companhias de comunicação transmitam informações transparentes e claras, evidenciando os riscos envolvidos nas apostas.

“A legislação proíbe, por exemplo, mensagens que incentivem apostas impulsivas, sugiram ganhos fáceis ou minimizem os riscos da atividade. Caso sejam identificadas irregularidades, poderão ser aplicadas medidas administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor”, informou a Senacom, em comunicado.

A Betnacional é a casa de aposta parceira da CazéTV.

A reportagem entrou em contato com a LiveMode, empresa de mídia esportiva dona da CazéTV, e com a Betnacional e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação das empresas.

Na terça-feira, a deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal, pedindo a proibição de publicidade de bets e odds por comentaristas esportivos durante transmissões de jogos.

“É inaceitável um comentarista usar a sua posição de “especialista” pra induzir os telespectadores a apostarem. Mais inaceitável ainda é eles sugerirem apostas em resultados improváveis como uma forma de ganhar dinheiro fácil, dando a entender que o resultado é provável”, postou em mensagem nas suas redes.

Já a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet defendeu que seja proibida a publicidade de bets no Brasi.