O ministro da Justiça italiano Andrea Orlando adiou por mais 15 dias a  extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique  Pizzolato, condenado no processo do mensalão. O Brasil deve ser  informado oficialmente nesta quarta-feira, 07, da decisão, de acordo com  uma fonte do ministério.

O adiamento aconteceu no mesmo  dia em que a Corte Europeia de Direitos Humanos, na França, negou o  recurso da defesa que pedia a suspensão da extradição. O ministro estava  sofrendo pressão de um grupo de senadores italianos contrários à  medida. Segundo a assessoria de imprensa de Orlando, no entanto, a  decisão foi tomada por questões burocráticas que ainda estão pendentes.

Na  certeza de levar Pizzolato à Papuda, o governo brasileiro tinham  mandado nesta segunda-feira, 05, três agentes da Polícia Federal para  providenciar todo o trâmite burocrático.

O representante  do Ministério da Justiça italiano, Giuseppe Albenzio, disse ter sido  surpreendido pela decisão.”O que pode ter acontecido é que a Corte  Europeia tenha negado a suspensão da extradição, mas tenha considerado  admissível o recurso. Quando um recurso é admissível, ele deve ser  discutido, mas é praticamente impossível que marque uma audiência para  os próximos 15 dias.”

O advogado de Pizzolato, Alessandro  Sivelli, afirmou que soube extraoficialmente da notícia sobre a  prorrogação de 15 dias e que ele mesmo teria informado alguns  parlamentares sobre a decisão do ministro. “Para mim foi uma surpresa,  mas não entendi o motivo, não tenho a menor ideia do que está  acontecendo”, diz. Segundo ele, uma comunicação oficial foi mandada à  Penitenciária Sant’Anna, de Modena, onde Pizzolato está preso. Mas não  sabe se o brasileiro já foi avisado ou não.