O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, advertiu nesta sexta-feira que não assinará um acordo “inviável” com os credores de seu país, mas acrescentou que a Grécia deseja seguir na zona do euro.

“A Grécia foi obrigada a admitir alguns pedidos bastante estranhos das instituições – União Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional. Agora são elas que devem dar um passo adiante”, declarou à rádio pública irlandesa RTE.

Atenas está negociando com seus credores uma série de reformas e cortes orçamentários em troca de um empréstimo de 7,2 bilhões de euros.

“Se me pedirem que assine um acordo claramente não viável, não o farei”, disse o ministro grego. “As instituições nos situam, o meu governo e a mim, em uma posição impossível”.

“Não teríamos tomado estas decisões se tivéssemos mais margem de manobra”, disse. “O problema é que a austeridade que nos impõem vai aniquilar nosso potencial de crescimento e tornará mais difícil o reembolso da dívida”.

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