O ex-ministro do governo da presidente afastada Dilma Rousseff Carlos  Higino que foi alçado na segunda-feira, 30, interinamente ao posto de  ministro da Transparência, Fiscalização e Controle no lugar do  demissionário Fabiano Silveira, disse ao Broadcast Político que  ”aguarda uma decisão do presidente Michel Temer” para saber se continua  no cargo. “Com a saída de Fabiano, assumo automaticamente, mas agora a  decisão é do presidente”, disse Higino, que afirmou não ter conversado  com Temer.

Higino ocupou interinamente o comando da  Controladoria-Geral da União (CGU) durante o governo de Dilma e já havia  entregado sua carta de demissão quando Fabiano Silveira assumiu. Sua  exoneração, no entanto, não havia sido publicada.

Na  segunda-feira, 30, após o desgaste com a saída de Silveira, a informação  de fontes do Planalto era de que Higino assumiria num primeiro momento e  que depois o secretário interino da pasta, Marcio Tancredi, seria  nomeado para o posto. A nomeação de Tancredi também seria de forma  interina, até uma definição oficial por parte do presidente em  exercício, Michel Temer. Procurado, Tancredi disse ainda não saber se  seria nomeado interinamente ou não.

Silveira pediu demissão  do cargo nesta segunda-feira após ter áudios de conversas com  ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado divulgados no domingo, 29,  pela TV Globo. Nas conversas, ocorridas há cerca de três meses, quando  Silveira ainda era do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele aconselha  Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a respeito  de como deveriam agir em relação às investigações da Operação Lava Jato,  da Polícia Federal.

O agora ex-ministro enviou carta de  demissão e telefonou para Temer com o intuito de oficializar o seu  pedido para deixar o cargo. Temer, que até então vinha afirmando que o  manteria na pasta, acatou o pedido. Na carta, Silveira diz ter sido alvo  de “especulações insólitas”.