O dólar avançou ante moedas fortes nesta terça-feira, 12, com a inflação dos Estados Unidos em nova alta e o acirramento das tensões no Oriente Médio, enquanto a libra operou com maior fragilidade em meio às pressões políticas pela renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu em 0,4%, a 98,298 pontos.

Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 157,57 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1745 e a libra caía a US$ 1,3545.

O cenário de impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã impulsionaram o dólar, assim como os preços do petróleo. No fim do dia, o presidente estadunidense, Donald Trump, voltou a endurecer o tom e afirmou que o “Irã vai chegar a um acordo ou será dizimado”.

No panorama macro, a inflação dos Estados Unidos avançou em abril, com resultados acima do esperado Para o Convera, a tendência de alta é “particularmente preocupante”, já que sucede um “aumento notável” em março. “Os números persistentes do núcleo da inflação representam um novo desafio para os dirigentes do Fed buscando a estabilidade de preços”, pondera.

No Reino Unido, a libra desvalorizou mais fortemente ante o dólar, após Starmer reiterar que permanecerá como primeiro-ministro após sofrer pressões para renunciar ao cargo. A crise também fez com que os rendimentos dos Gilts atingissem máximas em quase 30 anos.

Na visão do Société Générale, a libra e os títulos britânicos devem continuar a enfraquecer nos próximos dias. Contudo, a moeda pode receber algum suporte a partir da percepção de que “o posicionamento já é vendido, o sentimento já é péssimo e, portanto, a margem para surpresas negativas é alta”, afirma o banco.

Já no Japão, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reuniu com a primeira-ministra do país asiático, Sanae Takaichi, e afirmou que a volatilidade cambial “excessiva é indesejável”.