29/04/2026 - 17:22
O dólar subiu ante moedas fortes nesta quarta-feira, 29. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidiu manter a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada, em meio à pressão inflacionária pelo conflito no Oriente Médio.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,33%, a 98,961 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 160,40 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1673 e a libra recuava a US$ 1,3473.
Apesar de registrar pouca reação ao anúncio amplamente esperado de manutenção nos juros – na faixa entre 3,50% a 3,75% -, o dólar acelerou ganhos durante o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. Em sua última reunião como líder do banco, Powell destacou que os preços de energia podem subir ainda mais e que choques de suprimento podem impulsionar inflação e desemprego.
Para o Capital Economics, a permanência de Powell como dirigente do Federal Reserve após Kevin Warsh assumir como presidente aponta para uma menor influência política no banco central norte-americano. Os especialistas apontaram, ainda, que Powell pode tirar a vaga de Stephen Miran do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Miran foi o único que optou por um corte nos juros hoje.
No cenário geopolítico, em meio a incertezas sobre a continuidade das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, Donald Trump afirmou que, para acabar com o conflito, Teerã precisa apenas se render. Apesar do comentário, Trump destacou que está em negociações com os iranianos por telefone.
Também em reação à decisão de política monetária, o dólar canadense caiu ante o rival estadunidense. O Banco do Canadá manteve os juros inalterados. Para o Capital Economics, as sinalizações hawkish na divulgação apontam que o BoC pode esperar até o próximo ano para alterar as taxas.
Amanhã, o Banco da Inglaterra (BoE) e da zona do euro (BCE) divulgam suas decisões de política monetária.
*Com informações de Dow Jones Newswires