O dólar avançou nesta quinta-feira, 23, conforme o mercado avalia a escalada de tensões e estagnação nas negociações no Oriente Médio. O mercado acompanhou, ainda, números do índice de gerentes de compras nos Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu em 0,2%, a 98,770 pontos.

Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 159,75 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1683 e a libra recuava a US$ 1,3464.

A sessão foi marcada por uma escalada nas tensões no Oriente Médio, fortalecendo o dólar, os juros dos Treasuries e o petróleo. Em meio a novos ataques aéreos no Irã, os líderes do país publicaram um comunicado destacando a união do país e prometendo retaliação, afirmando que farão “o agressor criminoso se arrepender”. Pouco antes, o ministro da defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país está preparado para fazer ataques “devastadores” ao Irã.

Os Estados Unidos também adotaram postura mais agressiva com a apreensão de navios petroleiros ligados ao país persa, além de declarar que a Marinha americana tem permissão para destruir embarcações que estiverem implantando minas no Estreito de Ormuz. As incertezas generalizadas podem continuar impulsionando a demanda pelo dólar como um ativo de segurança, segundo o The Revacy Fund, tendo em vista que o acirramento dos nervos diminui as perspectivas de uma resolução em curto prazo.

Já o Swissquote destaca que, conforme investidores se protegem contra os riscos energéticos mais elevados por meio da exposição ao dólar, a moeda ganha espaço, apesar de mais lentamente do que no início da guerra. “Uma nova onda de pressão de alta nos preços do petróleo pode impulsionar o dólar americano no curto prazo. Mas, a longo prazo, a perspectiva econômica dos EUA também está se deteriorando”, destacam.

Além do noticiário geopolítico, investidores acompanharam o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês). Nos Estados Unidos, o PMI registrou alta acima do esperado e tocou o maior nível em três meses. No Reino Unido, o índice também subiu, surpreendendo especialistas, que previam uma queda. Já na zona do euro, o índice recuou ao menor patamar em 17 meses, sinalizando contração da atividade econômica da região. Para o banco ING, a leitura reforça o quadro de estagflação na região.

*Com informações de Dow Jones Newswires