O dólar voltou a operar em alta nesta sexta-feira, 13, levando o índice DXY a superar os 100 pontos, encerrando uma semana de ganhos para o ativo. O quadro esteve ligado à guerra no Oriente Médio, com a disparada dos preços do petróleo e as perspectivas de continuidade do conflito favorecendo os Estados Unidos, enquanto países com importações líquidas de energia estiveram entre aqueles com suas moedas mais desvalorizadas. Na próxima semana, o quadro geopolítico será acompanhado de decisões de política monetária, incluindo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Banco Central Europeu, (BCE) e Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês).

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 159,68 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1425 e a libra tinha baixa a US$ 1,3229. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,63%, a 100,362 pontos. Na semana, o ganho foi de 1,39%.

O Barclays ajustou hoje sua previsão para novos cortes de juros pelo Fed, postergando os cortes projetados de junho para setembro e de dezembro de 2026 para março de 2027. Assim, o banco espera que o BC americano realize apenas um corte de 25 pontos-base (pb) este ano e outro no próximo. A mudança, segundo o Barclays, reflete principalmente uma revisão para cima da perspectiva para o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), além de riscos inflacionários crescentes devido à guerra.

O euro teve seu quarto dia consecutivo de perdas ante o dólar, com a expectativa ampla de manutenção das taxas inalteradas na reunião da próxima semana do Banco Central Europeu, aponta o LMAX Group. “Enquanto alguns formuladores de políticas alertam que o aumento dos custos de energia pode elevar a inflação e antecipar os aumentos das taxas, o BCE – liderado por Christine Lagarde – provavelmente manterá um tom cauteloso e dependente de dados econômicos, em meio à elevada incerteza e aos riscos de crescimento mais fraco”, avalia.

No curto prazo, esse cenário aponta para uma tendência de baixa para o euro, com altas provavelmente limitadas, a menos que dados dos EUA ou desdobramentos geopolíticos alterem significativamente as perspectivas, avalia.

Entre emergentes, destaque na queda foi o rand sul-africano, com o dólar subindo a 16,9703 rands no final da tarde. O Société Générale destaca que o câmbio está se aproximando de 17,0 rands pela primeira vez desde dezembro, com investidores realizando lucros e assumindo exposição a moedas de alta volatilidade.