O dólar operou em queda ante outras moedas fortes nesta quinta-feira, 30, pesando os desdobramentos no Oriente Médio, um possível intervenção cambial do Japão e decisões de bancos centrais.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,91%, a 98,056 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,47 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1740 e a libra ganhava a US$ 1,3609.

O iene japonês passou a se valorizar fortemente contra a divisa americana após a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, sinalizar possível intervenção cambial para sustentar a moeda. Segundo ela, o governo está próximo de tomar medidas decisivas depois de o iene romper ontem à noite o nível de 160 por dólar.

Na Europa, o euro e da libra encontraram força nas decisões do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE) de manter os juros inalterados nesta manhã, sinalizando possíveis altas de juros a depender da escalada da guerra no Oriente Médio e da inflação.

Nos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu abaixo do esperado por analistas. Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) teve alta mensal acima das expectativas, enquanto a variação anual ficou abaixo do esperado.

O peso colombiano aprofundou a queda após o Banco da República da Colômbia manter inalterada a taxa básica de juros em 11,25% ao ano por unanimidade nesta tarde. O dólar subia a 3.664,10 pesos colombianos.

A decisão de Jerome Powell de permanecer como diretor do Federal Reserve (Fed) após o término de seu mandato como presidente impede Donald Trump de indicar um substituto favorável a cortes nas taxas de juros, afirmam analistas do Danske Bank. O anúncio de Powell ocorreu após o Senado dos EUA aprovar a indicação de Kevin Warsh como próximo chair do BC.

Segundo o estrategista global de câmbio do Standard Chartered Bank, Steve Englander, a guerra ainda pode estar influenciando indiretamente o desempenho do dólar por meio do impacto econômico dos preços do petróleo e das taxas de juros.

*Com informações da Dow Jones Newswires