O dólar operou em queda ante pares globais nesta quinta-feira, 16, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reforçarem apostas em cortes de juros e em meio a renovadas preocupações sobre bancos regionais dos EUA.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de 0,46%, a 98,336 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 150,41 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1693 e a libra avançava a US$ 1,3436.

A moeda norte-americana ampliou as perdas no começo da tarde, enquanto o mercado assimilava fatores de risco como a conversa entre Donald Trump (EUA) e Vladimir Putin (Rússia), além das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos. Em meio à liquidação de bancos em Wall Street, o dólar perdeu espaço para o ouro, outro ativo de segurança.

Mais cedo, comentários dos dirigentes do Fed Christopher Waller e Stephen Miran reforçaram a expectativa dos investidores pela flexibilização na política monetária e pesaram sobre o dólar. Para analistas da Sucden Financial, a provável redução dos juros e o shutdown do governo dos Estados Unidos criam “ventos contrários substanciais para o dólar”.

Na França, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu sobreviveu a dois votos de desconfiança no parlamento. A vitória do governo deve impulsionar o avanço do euro ante o dólar, afirma análise da Convera. Além disso, a postura mais conservadora de membros do Banco Central Europeu (BCE), apoiando a manutenção dos juros na zona do euro, sustenta a moeda, de acordo com a Sucden Financial.

Enquanto isso, o peso argentino aprofundou as perdas de ontem, enquanto investidores aguardam mais detalhes sobre um possível novo apoio financeiro dos Estados Unidos. No horário citado acima, o dólar subia a 1.405,5292 pesos, e o dólar blue era cotado em 1.465, de acordo com o Clarín.