24/04/2026 - 17:33
O dólar recuou ante moedas fortes nesta sexta-feira, 24, acompanhando os desdobramentos no Oriente Médio, conforme a Casa Branca afirma que o conflito entrou em momento de diplomacia. No cenário doméstico, Kevin Warsh ficou mais próximo da presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Já na Europa, os impactos do conflito começam a ficar mais evidentes.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu em 0,24%, a 98,533 pontos, avançando 0,44% na semana. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 159,43 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1720 e a libra avançava a US$ 1,3533.
O noticiário geopolítico continua em foco no mercado de câmbio, deixando o dólar mais fraco e acompanhando a queda no petróleo. A Casa Branca confirmou hoje que Steve Witkoff e Jared Kushner vão ao Paquistão para novas negociações com o Irã, destacando que a operação no país persa passou para a “fase diplomática”. Contudo, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções econômicas contra os iranianos.
Já na Europa, líderes do bloco discorrem sobre qual deve ser a postura do bloco em meio a novas pressões dos EUA para que os europeus assumam mais protagonismo no conflito no Oriente Médio. Para o Commerzbank, a guerra está causando uma enorme pressão sobre a economia alemã, com o estímulo fiscal sendo compensado pelo choque energético, além da falta de reformas e impactos negativos das tarifas dos EUA. Para o banco ING, o Banco Central Europeu deve se “antecipar às expectativas de inflação para ajudar o euro, e não apenas acompanhá-las”. Hoje, o índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu, também pressionando o euro.
Ainda hoje, Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) encerrou as investigações contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O anúncio abre espaço para a nomeação do indicado por Donald Trump para a liderança do BC, Kevin Warsh.
Também no radar, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou que linhas de swap em dólar com países do Golfo Pérsico e da Ásia podem reforçar o uso e liquidez do dólar, destacando que o artifício é “um testemunho da primazia do dólar americano e da força do escudo econômico da América”.
*Com informações de Dow Jones Newswires