O dólar recuou ante moedas fortes nesta terça-feira, 14, com melhora no apetite por risco com a possibilidade de novas negociações entre os Estados Unidos e o Irã deixarem o mercado esperançoso pelo fim do conflito. No cenário macroeconômico, a inflação dos EUA subiu abaixo do esperado por especialistas.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou em 0,25%, a 98,124 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caiu a 158,86 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1794 e a libra subia a US$ 1,3565.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista ao New York Post que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão.

Na segunda-feira, o vice, JD Vance, afirmou à Fox News que avanços foram feitos, mas que “a bola está com Teerã” sobre o avanço das conversas com o Irã. Na avaliação do Convera, “o risco de uma interrupção econômica prolongada parece estar impulsionando todas as partes em direção à diplomacia”.

Assim, os mercados estão esperançosos de que os países vão chegar a algum tipo de acordo, afirma o Deutsche Bank. Em meio a esse cenário, a moeda americana passou a maior parte do dia operando em queda. A Corpay destaca que “valorização do dólar durante a guerra foi totalmente desfeita”, afirmando que a moeda está “ligeiramente mais fraca” do que antes do início do conflito.

Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu abaixo do esperado. Para a Capital Economics, os dados dão “encorajamento” ao Federal Reserve de que as pressões inflacionárias não estão fugindo do controle.

O cenário macroeconômico também foi assunto de declarações de autoridades do país. Enquanto o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que “todas as opções” de política monetária sempre estão em jogo, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, afirmou ver espaço para cortes nos juros pelo Fed.

*Com informações de Dow Jones Newswires