06/05/2026 - 17:08
O dólar operou em queda ante pares fortes nesta quarta-feira, 6, em meio a sinais de que os Estados Unidos e Irã estão se aproximando de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,43%, a 98,023 pontos.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar cedia a 156,40 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1754 e a libra subia a US$ 1,3596.
A divisa americana também apresentou queda generalizada ante moedas emergentes, com destaque para o peso chileno e o rand sul-africano, que tinham alta robusta seguindo a recuperação das commodities metálicas. O dólar ainda atingiu seu nível mais fraco desde o fim de fevereiro contra o won sul-coreano, enquanto o yuan chinês tocou maior nível desde abril no mercado offshore e maior nível desde fevereiro de 2023 no mercado onshore.
Na marcação, o dólar caía a 890,67 pesos chilenos, a 16,3985 rands e a 1.445,48 wons. Contra a divisa da China, a moeda americana caía a 6,8133 yuans onshore e a 6,8110 yuans offshore.
No cenário geopolítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que é possível que um acordo seja fechado para encerrar a guerra antes de sua viagem à China na próxima semana. Segundo ele, Washington teve “discussões positivas” com o Irã nas últimas 24 horas. Mais cedo, o Axios relatou que a Casa Branca acredita estar perto de um pacto com Teerã em torno de um memorando de entendimento de uma página para estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais detalhadas.
O ING aponta que, dada a incerteza no Golfo Pérsico, parece perigoso buscar uma queda muito maior do dólar a partir dos níveis atuais, alegando que a faixa em 97,66 pontos do índice DXY pode se manter novamente.
Em paralelo, vários movimentos acentuados do iene nos últimos dias alimentaram novas especulações sobre intervenção, mas a Moody’s Analytics alerta que é cedo para determinar a causa. Segundo a agência de classificação de risco, se o governo japonês interveio, pode ter feito isso em incrementos menores e mais direcionados.
*Com informações da Dow Jones Newswires