01/04/2026 - 17:31
O dólar operou em baixa nesta quarta-feira, 1º de abril, com o cenário da guerra no Oriente Médio revertendo o impulso que a moeda ganhou desde o começo do conflito. Com sinalizações de ambos os lados para um fim do conflito, o petróleo perdeu força, dando sustentação às moedas de países importadores líquidos da commodity, enquanto os ativos de exportadores de energia, como Estados Unidos e Noruega operam pressionados.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,90 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1587 e a libra tinha alta a US$ 1,3303. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,31%, a 99,651 pontos.
A busca por riscos encontrou um importante motivo para retornar ontem e hoje, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que as forças americanas se retirariam do Irã em “talvez duas semanas, talvez três”, e possivelmente até mesmo sem um acordo com o Irã, avalia Thierry Wizman, estrategista de câmbio do Macquarie Group.
A analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, aponta que a combinação de uma postura mais agressiva do Banco Central Europeu (BCE) em relação a uma perspectiva mais branda do Fed impulsionou o euro. A diferença entre as perspectivas de taxas de juros do BCE e do Fed pode ter estabelecido um piso para a queda do euro desde o final de janeiro, avalia.
“Para que a recuperação seja sustentável, no entanto, os preços do petróleo e do gás precisam se estabilizar. Caso contrário, os riscos de crescimento para a economia da zona do euro – uma importadora líquida de energia – permanecerão maiores do que os riscos de crescimento para a economia dos EUA – uma exportadora líquida de energia”, avalia. “A resposta depende da duração das tensões no Oriente Médio e dos preços do petróleo”, conclui.
O Banco Central da Índia endureceu hoje as regras para contratos cambiais. Os bancos autorizados não devem oferecer contratos derivativos não entregáveis (NDF, na sigla em inglês) em rupias a residentes ou não residentes. Os bancos autorizados podem, no entanto, continuar a oferecer contratos derivativos cambiais com entrega física de moeda para atender às suas necessidades de hedge, desde que o beneficiário não assuma posições compensatórias em derivativos não entregáveis.