08/05/2026 - 17:13
O dólar operou em queda nesta sexta-feira, 8, após números do mercado de trabalho dos Estados Unidos demonstrarem resiliência da economia americana. No radar, comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, buscaram minimizar a gravidade de ataques no Oriente Médio.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,73 ienes, o euro subia a US$ 1,1784 e a libra avançava a US$ 1,3630. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de 0,17%, a 97,900 pontos, com baixa de 0,26% na semana.
Especialistas tiveram leituras distintas do payroll. Enquanto a Capital Economics pontua uma estabilidade no mercado reforça a tese de manutenção nos juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), o ING afirma que o setor de empregos deve desacelerar nos próximos meses, apesar dos números reforçarem a resiliência da economia do país.
Enquanto isso, o Macquarie afirma que o mercado de trabalho está “melhorando”, mas mantém a perspectiva de alta nos juros no primeiro semestre de 2027. O diretor do Conselho Econômico dos EUA, Kevin Hassett, e o diretor do Fed Stephen Miran, acreditam em cortes nos juros ainda em 2026. Já o dirigente Austan Goolsbee (Chicago) pontuou otimismo por uma flexibilização caso a inflação melhore.
A movimentação acontece apesar da piora no Oriente Médio, com os EUA e o Irã trocando ataques. Contudo, Trump afirmou que o cessar-fogo permanece válido e classificou o episódio como um “tapinha de amor”. Os comentários pressionaram o dólar, segundo a Tickmill, já que as esperanças de progresso podem “reduzir a demanda por ativos de segurança”.
Hoje, os iranianos apreenderam um navio petroleiro enquanto ainda analisam a proposta para o fim do conflito. Também no noticiário global, uma trégua entre a Rússia e a Ucrânia foi anunciada por Trump.
Enquanto isso, temores de possíveis intervenções no mercado cambial japonês pressionam o dólar ante o iene, segundo o OCBC. A Reuters afirmou que o governo do Japão fez diversas operações de compra de ienes no final de abril e início de maio.
*Com informações de Dow Jones Newswires