20/04/2026 - 17:34
O dólar oscilou perto da estabilidade nesta segunda-feira, 20, com a renovação das tensões no Oriente Médio impondo tom de cautela ao negócios. Os investidores esperam, ainda, a sabatina do indicado à presidência do Federal Reserve, Kevin Warsh, que deve acontecer amanhã.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou praticamente estável (-0,01%), a 98,097 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,84 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1790 e a libra tinha alta a US$ 1,3540.
O novo bloqueio no Estreito de Ormuz pelo Irã após a apreensão de um navio pelos Estados Unidos deixou o mercado de câmbio sem grandes movimentações nesta segunda. Há a expectativa de que representantes dos dois países se reúnam entre amanhã e quarta-feira no Paquistão para novas negociações de paz. Declarações dos líderes de ambos países, contudo, sustentam dúvidas sobre o sucesso das negociações.
Para o Société Générale, as incertezas causadas pelo conflito não estão sustentando a volatilidade: “uma crise que prejudicará as economias europeias e asiáticas muito mais do que os EUA não está fornecendo suporte duradouro ao dólar”. O banco aponta, ainda, que uma tendência de alta no dólar é limitada pelas preocupações com as políticas monetária e fiscal dos EUA.
Enquanto isso, crescem as expectativas pela sabatina de Kevin Warsh no Senado dos EUA. A audiência deve acontecer amanhã e, segundo o HSBC, pode ser crucial para o desempenho do dólar a longo prazo. Para os especialistas, a posição de Warsh sobre política monetária, a independência do órgão e o balanço patrimonial do Fed estão entre fatores importantes a serem compreendidos.
No continente asiático, a China manteve as principais taxas de juros inalteradas, permanecendo no mesmo nível desde maio de 2025. Enquanto isso, o Banco do Japão (BoJ) deve manter as taxas estáveis na reunião da próxima semana. Segundo analistas do Mitsubishi UFJ Morgan Stanley, a alta nos juros deve acontecer apenas no mês de junho. Para a corretora, o BoJ deve proceder com cautela, “dada a quantidade limitada de dados econômicos concretos disponíveis desde a escalada das tensões no Oriente Médio”.
*Com informações de Dow Jones Newswires