17/04/2026 - 17:21
O dólar chegou ao fim da tarde desta sexta-feira, 17, sem direção única, após sofrer desvalorização generalizada mais cedo, com o mercado em tom de otimismo cauteloso diante da reabertura do Estreito de Ormuz e supostas diferenças dificultando as negociações entre Estados Unidos e Irã.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,11%, a 98,098 pontos, com perdas de 0,55% na semana.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 158,56 ienes, enquanto o euro baixava a US$ 1,1775 e a libra recuava a US$ 1,3526.
Após o Irã anunciar que o Estreito de Omruz vai permanecer aberto pelo tempo que durar a trégua entre Israel e o Líbano, o dólar caiu e o DXY chegou bem próximo do patamar que estava antes do início da guerra. Contudo, a moeda reduziu as perdas durante a tarde, conforme circulavam relatos de que os iranianos ameaçaram fechar a via marítima mais uma vez e que diferenças entre os países permanecem, dificultando um acordo permanente.
Para o Macquarie Group, impactos “bruscos” continuam altamente prováveis, à medida que os acordos se desfazem. “Até que a polarização seja controlada, preparem-se para ondas de choque: não haverá retorno à normalidade; crescimento e inflação voláteis, com os bancos centrais oscilando entre posturas hawkish e dovish”, pontuou.
Ainda assim, a mudança no cenário fez investidores alterarem as expectativas para a política monetária nos EUA, antecipando as apostas por um novo corte de juros em dezembro de 2026, segundo o CME Group. Também no radar, o diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller afirmou hoje que o dólar segue como uma das principais moedas de reserva do mundo.
Enquanto isso, a libra esterlina pode sofrer com o lado político. Para a Ebury, a moeda pode se desvalorizar caso o partido trabalhista – que governa o Reino Unido hoje – tenha um desempenho ruim nas eleições locais previstas em maio. Os analistas afirmam que o cenário pressionaria a moeda caso os mercados se preparem para a possibilidade de maiores gastos e endividamento sob o governo de um potencial sucessor. O primeiro-ministro Keir Starmer está pressionado e se recusou a renunciar, em meio a relatos de que o ex-embaixador dos EUA Peter Mandelson assumiu o cargo mesmo sem passar por uma verificação de segurança.
*Com informações de Dow Jones Newswires